Quando eu descia a Rua Princesa Isabel, já caíam uns pingos, mas as nuvens carregadas ainda não estavam intensas. Tava uma vibe tri massa. Um calorzinho. Sentia que era o primeiro jogo fora do inverno. Meu pai levou eu e meu irmão até a Central de Sócios e comprou uma camisa nova do Xavante para nós. A embalagem da Kelme, que nem abri ainda, está aqui do lado. Vai ser a camisa para fechar o campeonato e subir para a primeira divisão.
Só que o jogo nem tinha começado e a chuva já estava muito forte. O que se falava era que a diretoria do clube deveria ter mantido o horário das três da tarde. A previsão apontava que, às sete, a partida começaria debaixo d’água. E, debaixo d’água, começou animada. No segundo lance, o Brasil meteu uma bola na trave. Bah, se fosse gol, já teria valido o ingresso. No entanto, só deu para ver essa arrancada. Durante todo o primeiro tempo, ficamos de turma embaixo da arquibancada, sacando alguns lances pelo YouTube.
No intervalo, saímos do estádio. Primeiro, meu primo, seu sobrinho, que também é meu afilhado, e eu colamos no bar em frente ao Bento Freitas. Ali, dava para ver o jogo na televisão, sentados e bebendo cerveja. Meu pai, seu amigo e sua namorada nos encontraram em seguida. Assistimos à partida bem de boa. Mas, só para lembrar, era um confronto da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. No fim das contas, sem grandes novidades, ficou tudo para o segundo jogo.

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