Nem o nosso pai, Adão, nos seus primeiros dias no paraíso, viu um gramado tão verde quanto o que resplandecia no estádio da Boca do Lobo neste sábado. O clássico BRAPEL é sempre um espetáculo e, amigos, vamos ser otimistas: o maior espetáculo da Terra. Mais ainda para aqueles milhares que torraram nas arquibancadas sob um sol impiedoso, influenciados pela condição humana mais incontrolável: a paixão.
Rubro-negros e áureo-cerúleos ansiavam por esse jogo como um bebê prestes a sorver o leite materno ou um boêmio abrindo a primeira garrafa após uma quarentena. Não faltou engajamento: as torcidas percorreram as ruas da cidade entoando seus cantos e sua alegria. Lotaram o estádio motivados a assistir a uma grande partida, mas nem tudo saiu como o esperado.
Para seguir sendo otimista, vamos dizer que aqueles vinte e dois jogadores derramaram suor no escudo de suas camisetas, correram, deram pontapés, foram insistentes. Só faltou um detalhe: o bom e velho futebol. O Pelotas botou uma bola no travessão, e o Brasil reclamou de um pênalti. Um chute malicioso? Não teve. Um drible desconcertante? Nem perto. O destaque do BRAPEL foi das torcidas, que se provocaram durante os noventa minutos, mas, depois da partida, não foi difícil ver xavantes e áureo-cerúleos bebendo juntos uma saideira, um tanto cabisbaixos pelo 0x0 desagradável e irredutível.
9/02/2025

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