Cantaram seu nome nos jornais como se ele fosse um titã, um semideus, uma mistura de São Francisco de Paula com Teixeirinha. Eu assino embaixo de tudo que foi escrito. Pois, sim, ele foi imenso. Gritou como um animal manso e narrou o espírito humano em toda a sua complexidade.
Uma complexidade que não busca verdades, mas convence pela lucidez. Falar, falar, falar muitas vezes não é eficaz. No fundo, as palavras são vazias como o bolso do brasileiro, mas, quando alguém como o Luis Fernando Veríssimo as usa, ele provoca a sensação mais importante na vida: o riso.
O humor literário raras vezes leva o leitor até a gargalhada; ele é um alimento diário que nutre. Enquanto tu lês um texto do Luis Fernando Veríssimo, tu expressa um hã-hã — simples, mas sempre epifânico.
Há sempre algo para aprender em suas crônicas e, poderia dizer, algo para se deliciar. Um texto que tu consegues acariciar, acariciaaaar, acariciaaaaaaaar… até chegar lá. O prazer de ler é tão excitante que vou largar esse teclado e penetrar A Mulher do Silva.

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