O grande filme da minha geração estreou no Cineflix, em Pelotas. A fila para entrar na sessão estava agitada, todos querendo cumprimentar e parabenizar os realizadores, mesmo sem ainda ter visto uma cena. A ansiedade era grande; as pessoas transbordavam sorrisos, sabendo que veriam uma história emocionante.

Quando consegui apertar a mão de Nauro Júnior, ele disse que estava tão nervoso que havia mordido o lábio. A Gabi Mazza, sempre solícita, distribuía uma centena de abraços por metro quadrado. A Sofia Mazza, estudante de jornalismo, captava cenas com uma câmera de vídeo, reforçando o ditado popular de que a fruta não cai longe do pé.

O documentário da família mais aventureira de Pelotas apresentou uma filosofia de vida simples: a ideia de que, com amizade, é possível chegar longe, ainda mais se for embarcado em um Volkswagen Fusca. Saindo de Pelotas para conquistar a Europa de ponta a ponta e desbravar a América Latina, Nauro, Sofia e Gabi escancararam no cinema que O Mundo Cabe em um Fusca.

Sem medo de errar, escrevo: ninguém fará um filme tão inspirador na minha geração. Durante a projeção, as pessoas olhavam atentas para a tela, com os olhos úmidos de emoção. Eu também estive de olhos marejados e, ao mesmo tempo, anotei algumas frases no meu moleskine: “O mundo é uma porção de terra na volta da palafita.”, “O sentido não é o destino final, mas o que tu vai encontrar pelo caminho.”, “O idioma dos viajantes é universal.”, “Muito sonho e pouca plata.”, “Quem tem medo de pesadelo não se permite sonhar.”, “Pra quem acredita no sonho, o impossível não existe.”.

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