Esses dias, postei no Instagram um vídeo praticando street photography. A galera curtiu: é um vídeo estilo POV, que mostra a visão do fotógrafo enquanto registra as cenas. A referência é o documentário Everybody Street (2013). Na rede social, duas pessoas me mandaram mensagem perguntando: ‘Com quem tu aprendeu a fotografar na rua?’

Fotografar na rua partiu da ideia de praticar ‘o mais interessante dos esportes — a arte de flanar’, como escreveu o João do Rio no livro A alma encantadora das ruas.

“Que significa flanar? Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, […].  É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico.’’

Foram as ideias desse livro que me influenciaram a fotografar na rua. Como fui estudar jornalismo, há uma série de fotógrafos que foram referências no meu aprendizado, incluindo fotógrafos pelotenses. Inclusive, há um fotógrafo pelotense que foi tão atuante na profissão que, após o seu falecimento, seu nome virou placa de rua.

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