Ao longo das minhas vivências como leitor e escritor, aprendi algumas definições de crônica. Dentre elas: a crônica é um texto escrito com os pés.

Essa alcunha tem tudo a ver com a jornada que tracei pelo mundo das letras. Tudo começou em caminhadas criativas pela cidade — leia-se: vagabundear — nas quais eu procurava escrever o que estava vendo. Foi a forma que encontrei de praticar a escrita, um tanto parecida com a estratégia de aprendizado da fotografia.

Ambas as linguagens têm em comum a brevidade. A fotografia é um instantâneo; a crônica, uma instantaneidade. Essa frase não ficou muito clara, mas há clareza no seu efeito sonoro. Ritmo. Taí outra definição: crônica é um texto escrito em um tambor.

Gosto dessa ideia de música, assim como da ideia de forma breve. Tipo aquele diálogo: – Buenas tardes, tá ventoso hoje, eim? Tem que botar umas pedras no bolso. Essa é a essência. Com essa essência, é preciso ver o mundo. E caminhar.

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